sexta-feira, outubro 22, 2010

O cigarro

E ela dancava com a alma.
Era mais um cigarros que a deixava feliz.
O calor a acolhia, a grama turgida e o mal estar da droga.
Ainda era nova, e o coracao ja remoia. como iria acabar?
Sonhara uma vez com a velhice e os espasmos... era tao nova.

E insignificantemente escondida no quintal j'a se sentia mulher.
Tragava, e se sentia adulta.
O medo, a remocao o gosto da fumaca que engolia.
Se os outros a vissem achariam ridicula, mas no fundo era uma mulher.

O cheiro ficaria em seu cabelo; o cheiro do vento, o cheiro de mais outro.
Que se dane a moral da familia!
Era poeta e era mulher.
E o calor? que eloquentemente a dominava. O calor da culpa.
O verao, o pais, a avenida - como o c'eu tinha poucas estrelas.

A vida comecava a chamar, e ela atendia com uma ansia.
Vomitava toda a sensualidade, todos os poemas, toda vontade.
Vomitava seus trinta anos e a saudade. Transpirava a maturidade.

Suando frio.



domingo, outubro 17, 2010

Ah sim,
a minha respiração ofegante,
a sua respiração ofegante deu outro sentido para essa palavra.

Três letras subordinadas,
quebraveis   e inconstantes.



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