quinta-feira, setembro 29, 2011

Sacada

Há uma musica que conversa
comigo todas as noites.
E sacio minha falta de você
me segurando em notas.
Despertando a dor esquecida,
gritando através da tarde,
através da sádica lembrança da sua boca
que beija, com desencanto, minha triste alma inconsolavel.
Gravando em pedras, em pele, em memorias
o gosto ardido do seu nome
que enubrece qualquer céu,
pois chora sua falta.
E devaneios gira minha mente,
e sonho sonhos absurdos com sua presenca.
Estou crescendo sozinho, idependente
vagando descalço pelo apartamento frio.
Poderia desligar meu impulso e
gritar mais baixo minha raiva,
mas me esqueço, e me recrio recolhendo minh'alma
pelos cantos da casa.
Procurando sedento minha força,
aquela que com você era imensa e
que agora permanece atirada em tapetes,
esperando sua Forma,
procurando te ter enquanto 
você me desprende. 
Resto do Post

Poema perdido em culpa

Espero que minha promessa montada em
desejos minimamente verdadeiros
saltem da minha boca, essa minha boca,
e se percam em olhares e derivados.

Porem permaneça concreta, deslizando
endurecida. Abandonando meu corpo
tremulo na sombra de suas costas, pois
agora me resta apenas as suas costas.

Nao me lamento por nada perdido dentro
de mim. E perco cada vez mais os seus
passos no labirinto doente da razão.

E me arrebenta a pele esse mar revolto. Me
arrebenta os sonhos sua alma intransigente
salgando a culpa de meu olhar  São em memórias.



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terça-feira, setembro 20, 2011

Teatro nostálgico

Desde as cinco estou te esperando,
mas não pedi que viesse.
Não quero que venha,
não quero te ouvir.

E espero que sentada nessa mesa, eu permaneça.
Procurando outra besteira para pensar.

Uma besteira que não tenha você.

Um café aguado,
essa nostalgia sem fim.

E levanto os olhos para minhas janelas coloridas,
te monto do meu lado,
olhando minhas roseiras secando,
recriminando.

Só me lembro da sua presença me rondando,
e como me parece sinceras suas promessas.
Só escuto meu nome na sua voz,
me chamando sempre.

Fará dois dias longe de você,
e cada vez me corta com mais profundidade.


Resto do Post

Grupos de pensamentos sem saída.

E quando você olhou fundo,
eu já estava com a boca seca.
Esperando mais uma vez suas palavras,
beijando meu remédio para esses dias vazios.

Me escondo na sua sombra,
mesmo lutando não consigo me compor.
É  que me perdi nessas horas,
me afundei naqueles dias,
e você  nem me perguntou seu eu queria.

E você me prende a noite,
me vasculhando de dia, e
ligando a tarde toda.

Me surpreendendo em casa,
com suas mãos me convidando,
e seu abraço me chamando.

E sua presença é a melodia que
busco incansavelmente.
Lutando contra a nota mais perfeita que é você.
Se entregando sem perdão,
caindo sobre mim,
e eu em dúvida se consigo te segurar.





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