terça-feira, janeiro 14, 2014



Todas as cores do mundo reflete em seu olhar,
e todo o frio desaparece quando estamos, mesmo assim... tão longe.

Todo o querer que não cabe em minha alma,
se esvai em tantos poros de desejo
que uma ponte de distância infinita nos aconchega.
Tão recém nascido e frágil é te gostar,
que esse carinho é arrebentável como um fio miúdo.
Ei, eu preciso tanto de você
que todos os medos escondidos no mundo,
não me farão ficar.
Enquanto ando em cima desse muro de tristeza e amor,
vou levando meses e dias junto da sua companhia invisível.
Me declarando, sem que escute.
Escrevendo, sem que leia.
Te abraçando, sem que sinta.



Resto do Post

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Livre arbítrio

Os dias nasceram novamente,
e todos eles com um que de mistério.
Brancos e acizentados,
futuro certo de contradição.

Eu, acordo em cada começo nova.
Eu, espero todo ano algo a mais,
e sinto falta do outro como se fosse um filho já crescido
indo morar para longe de mim.
Sumindo em tudo.

Deslizando devagar em suas horas,
remoendo cada vez menos suas escolhas.
Perplexa, impotente diante de doze meses enigmáticos.

Não sente medo também ?
Ou esse anseio só cabe à mim
eu que me acovardei demais ?
Me tornei assim, vulnerável ao meu livre arbítrio.

Se coubesse em poucas linhas toda minha ansiedade,
eu juro que faria.
Toda minha curiosidade sobre o que serei dentro de tão pouco tempo,
eu me precaveria.

Porém, como você, vivo alerta.
Dia após dia, torcendo pelo melhor.
Por mais uma xícara de café, uma noite bem dormida, alguém pra eu deitar no colo e simplesmente dormir.
Pois ora, não são dessas esperas que são feitos os anos ?