quarta-feira, novembro 25, 2015

São quase oito da manhã e eu não me concentro,
quantos rodopios minha mente já deu
a noite inteira acordada
apenas velando seu sono de longe.

Abro o albúm de fotos,
você em todos os lugares
de antes, de agora
de antes de meus olhos te enxergarem diferente.

Minha cabeça está em todos os lugares,
em tudo em você
menos aqui, aonde tem que pousar
Ela voa em uma velocidade
em uma time machine
em um portal sem espaço e tempo.

Sobrevoa lembranças,
cheiros,
músicas,
cigarros,
café e canela.

E o dia nem sequer começou...
o dia nem terminou para mim
uma porta está entre aberta
esperando você gritar meu nome,
fazendo barulho
acordando minha excitação de te ver.

Os dias passaram,
minha promessa está de pé
Minha resistência, insuficiência, demência de me conter
Me sinto implodir,
uma quentura, um carinho, precisando extravasar
preciso do seu peito para deitar
seus vícios compartilhados.

Olha homem, está mais certo que a incerteza que os astros nos reservam,
está mais certo que essa fumaça que me mata mais rápido...
é certeiro o funil do meu pensamento em te chamar para mais perto,
volta.


Resto do Post

terça-feira, novembro 24, 2015

Olha eu aqui de novo
engolindo goles secos de alcool que não cabe mais na minha alma
você que conhece a paixão,
me fale sobre ela.
Você que sabe estar sozinho,
não sente a falta
ou sabe quando sentir
me convença que preciso dela.
Você que conhece a noite,
madrugada que é quando vc acorda,
me explique como que quanto mais ela chega
mais perto do que não tenho eu fico.
Sei, sou nova, sei, sou inconstante, egoísta, me diga as palavras mais doloridas que sabe falar.

Me explique como em tão pouco tempo me cansei.

Resto do Post

segunda-feira, novembro 23, 2015


Eram apenas dez metros,
eu contornando sua cintura e
você sorrindo alto como de costume.
Eram quinze que eu queria que virasse trinta,
o caminho era curto e eu te desejava tanto!
Não saberia quando te encontraria de novo,
ainda não sei.
Estiquei o tempo e espaço o máximo que pude,
me fingindo bêbada, arrastando os pés,
falando mole e inventando assuntos.
Deus, como quero te ver!
Resto do Post
Desenvolvo a terrível capacidade de gostar das coisas que me fazem mal,
A nova agora é a queima de uns dez cigarros por dia, o dinheiro gasto desnecessariamente em vinhos baratos, e o vício que é querer despretensiosamente te encontrar.
“ Você sabe que quem dorme no meu peito fica pra sempre em minha vida ? “ você disse antes de adormecer.
E não, eu não sabia. Uma parte de mim ainda preferia não saber.
Não saber das suas histórias, do seu cheiro e tom. Uma parte minha gostaria ter se mantido longe dos clichês.
E que ingênua eu, achar que essa cidade não me reservaria mais amores.
Que ansiosa eu, contando nos dedos as horas que consigo ficar sem você.
Quero ser dura, calma, andar em passos leves nesse começo de tudo.
Repasso tudo que me disse, o jeito que me tocou e me abraçou, revivo as memórias todas como se fossem novas. Quero mantê-las mais vivas possíveis.
Prometo até Quarta evitar você, prometo fingir que não ligo, fingir que não quero, que não me faz falta.
Prometo me contentar nesses três dias com as palavras já ditas, com aquele repertório de músicas bonitas já cantadas.
Dormir cedo, acordar tarde, reduzir o tempo do dia para me poupar das promessas quebradas.

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