domingo, maio 16, 2010

Dentre as pungencias de todas as almas,
revoltam aquelas mais sonoras.
Sabia sonoridade silenciosa,
de hialinas entranhas.

Salvo a soberania augusta,
da essencia humana.
Vinda da mais obscura ignorancia.
Ressaltam as veias, pulsos , ideias.

Do que 'e feito o ser?
O que canta o coro?
Que lingua entende minhas palavras?

Rabisco o que me vem a mente,
apago , sublinho.
Canto a alegria pois a tristeza
nao da mais.

Volto meu pensamento a aurea,
complexos seres, que me rodeiam
me cercam e brincam com meus olhares.

Sao os anjos da mais alta sinfonia,
Zefiros, arcanjos, ou deuses?
Quero sonhar com esses seres,
ver minha sofridao ir como a luz do ocaso.

Embaracar meus sonhos entre suas maozinhas,
e pes travessos que atravessam a mente humana.
Recitar o ultimo verso da ultima estrofe
do poema preferido enquanto suas nao formas
me acalentam.