sábado, maio 01, 2010

Desvario

Talvez seja mais um dos meus desvarios
em mais um dos meus medíocres estados.
Quem sabe quando o vento soprar as cortinas de novo,
e seus cabelos balançarem com ele,
o sentido aguce e você tome as rédeas do nosso caminho.
Quando talvez a lua cheia voltar,
e o clarão da noite ultrapassar as venezianas
o frio lhe percorra o corpo que na cama que ainda se contorce.
Algo a soprar em meus ouvidos me diz que estamos próximos,
as sequóias me trazem a certeza disso.
A dança do fogo aceso me conforta o olhar
quando não tem o teu para faze-lo.
O calor da sua mão a me premer
contra teu corpo é pertubador quando não está por perto.
No infinito é que busco me confortar,
é no nada que procuro os rastros que você tenha esquecido de apagar.