As chibatadas de sua lingua
me marcou mais uma vez.
Me surrou a face, que
arde queimando.
Os lábios que me maltrataram
agora beija as marcas que me deixou.
Suavizando a dor.
Lambendo o ódio.
Nem abro mais os olhos,
não sofro mais com a frieza.
Se me odeia agora,
me amará depois.
Rasgo suas palavras arrependidas
quando me
entram pelos ouvidos.
Se me enobrecem agora,
me açoitará depois.
Não tem fim esse meu desabafo,
e se paciência não me falta com as estrofes
paciência falta com esse corpo meu,
que adormece mais uma vez
no colo do seu ciúme doentio.