São meia noite,
e Bandeira do meu lado.
Não é esquizofrenia
e nem pânico.
Não é o sistema,
nem a fome.
O relogio me deprime,
e voltando meus olhos
para os sonetos
declamo aquele
que menos me agrada :
"A estrela e o Anjo"
sabe dos meus
segredos... é só olhar para o céu.
Clamarei meus desejos para você.
Não faz parte do tempo chuvoso,
e nem Romantismo idealizado.
Só humanidades.
Úmidas humanidades.
Tiro meu chapéu para vocês, fiéis da noite.
Pois o "Impossivel carinho"
ainda assombra os meus lençois.
E dolorida me corto com visões
e a fadiga rompe o meu tato.
Entorpecida...
demorada...
"O último poema"