sexta-feira, setembro 17, 2010

Culpa do vento noturno ultrapassado.

São meia noite,
e Bandeira do meu lado.
Não é esquizofrenia
e nem pânico.
Não é o sistema,
nem a fome.

O relogio me deprime,
e voltando meus olhos
para os sonetos
declamo aquele
que menos me agrada :

"A estrela e o Anjo"
sabe dos meus
segredos... é só olhar para o céu.
Clamarei meus desejos para você.

Não faz parte do tempo chuvoso,
e nem Romantismo idealizado.
Só humanidades.
Úmidas humanidades.

Tiro meu chapéu para vocês, fiéis da noite.
Pois o "Impossivel carinho"
ainda assombra os meus lençois.

E dolorida me corto com visões
e a fadiga rompe o meu tato.
Entorpecida...
demorada...

"O último poema"