quarta-feira, outubro 05, 2011

Sentimentos Silenciados

No entanto eu prendo a respiração
com o eco saltando em meus ouvidos
quebrando lento a escuridão.

pulando de algum andar, apoiando
sem fim entre reflexos construídos
pelas portas e espelhos fechados.

 a ensurdecedora noite que cai,
em contradição, reflete sua sombra amena,
procurando meus olhos, minha fraqueza.

Sao dias após dias, e eu fiel a esse ocaso
infinito, fiel a seus fantasmas.

E perseguida me encontro ao lado de lobos,
lobo tempo que me segura entre passadas de segundo...
e se esgueiram para abocanhar mina solidão.

Eu sou um nada menos profundo, um nada
que espera a vida passar, a vida adiada,
e que se casou com a melancolia, minha esposa exigente que brilha forte nas noites,
em que através das cortinas converso e compartilho o suspiro cansado do céu.


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