domingo, abril 29, 2012

Pesar cotidiano

O que eu queria?
Algo lunático que me confundisse.
Algo erótico que me atirasse
na cama, em sonhos e
arrepios.

Queria suas noites,
longas e solitárias.
Silenciosas, embora permissivas
deixando atravessar
ruídos que me lembram e me preenche com
sua ausência.

Ausência curta, porém brusca.
Que repete se cessar,
e me engole como uma mente sedenta
de ambições.

Queria dividir seu frio,
seu mal indiferente.
Sussurros nervosos,
palpites e risos.

Queria que fosse mais curta essa ausência,
mais brando seus julgamentos,
mais claros seus pensamentos.
Queria ter mais eu em
seu pesar cotidiano.



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