quarta-feira, junho 27, 2012

O pior é ter que fingir que nada me aconteceu,
que meus sentimentos mesmos machucados
continuam os mesmos.
Mas é claro que com ela deve ser diferente, é claro
que tudo é melhor, mais mágico, mais encantador.
Me sinto nada mais que um poço vazio, e fundo.
E amanhã estará tudo bem.

Mas é tudo pra eu aprender a sentir.
Sentir feito mulher, sentir feito adulta.
Esquecer todas essas lágrimas e
partir pra aquele dia mais feliz.
Mas continua doendo, continua rasgando.
Continuo desgostosa e nervosa.

Porém por fora intacta. Dura e fria.
E tenha a certeza de que cada vez mais fria.
Cada vez olhando mais longe, me
perdendo e meus próprios desejos,
e em minhas próprias repreensões.

Resto do Post
Não vou me passar por doente,
por fraca e decadente.
Não vou sofrer por uma paixão que dói
apenas em mim.
Que bate em  um compasso contrário,
retardado a sua indiferença.
Não quero me desmanchar em choro,
não quero que minhas mãos trema ao
segurar meu copo de café.
Não quero meus olhos sofrendo,
melancólicos e abandonados.

Quero meu peito duro,
minha cabeça forte e meus olhos impiedosos.
Quero te olhar com indiferença,
assim como faz agora. Nesse momento,
nesse segundo.
E esperar por outros,
por próximos, sem pensar um segundo sequer
em tudo que me ensinou.

Pois me maltrata agora,
e sem nenhum pudor me descarta.
Me passa para trás, como uma lembrança ruim
que graças à Deus você não pensa mais.


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terça-feira, junho 12, 2012

Palavras estocadas

Estou cansada de te ver,
estou cansada de tecer
histórias cheias de não.
Viver sonhando,
esperando calada
qualquer movimento involuntário de qualquer corpo
despedaçado pela espera.
É que me confundo,
não recuo um segundo sequer.
Porém lamento a minha ingenuidade
em fatos tão decorados por você.
Só que espero não escutar,
a voz que dentro de minha alma reclama.
Sufocarei até último momento,
até o último silêncio de saudade.
Pois sou sozinha,
e cada vez mais me transformo calada,
e cada vez menos espero ajuda de próximos.
E dia após dia me recolho mais nesse pequeno mundo
de palavras estocadas.

Resto do Post

terça-feira, junho 05, 2012

Envenenada por mim mesma,
me esqueço e caio em contradição.
Repenso histórias mal contadas,
conversas mal resolvidas e desejos reprimidos.

Tinha me esquecido de sua complexidade.
Seus choros noturnos e sua falta de palavras.
Seu olhar perdido, o balanço frenético afirmando.
Contemplando.

Volto me censurando,
me pego quente, sonhando.

Aquele seu olhar não tem mais brilho pra mim.
Não me tornei outra, apenas sinto mais.
Esse sentir não foi você quem me deu,
mas me possui com força.

Foi você quem me ensinou,
foi você quem descobriu.
E é você quem me prende quieta,
submissa a insatisfação.





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