quarta-feira, maio 08, 2013

Consigo definir com exímio um circulo
de área que me faz bem.
Um pequeno condado em que me sinto em casa, um
pedacinho de conforto e segurança.

Eu não quero mais te olhar.
Te culpo por não me fazer feliz.
Por não me querer perto agora,
agora que eu mais preciso descansar.

Nada mais tem valor pra mim,
hoje sei a definição do que é ser triste...
Do que é ser quieto,
do que é ser denso,
do que é ser neutro.

Do que é carregar todo esse peso,
olhar pra frente e ter medo.
Da dificuldade que é quebrar a casca e crescer.

De como as tardes geladas cortam até a alma
e distanciam todos seus sonhos um dia sonhados
do seu futuro mais provável.

Hoje eu sei como é chorar todos os dias,
e ter o gosto amargo de mais uma manhã nascendo,
a visão amarga de todas essas pessoas correndo.

E da indiferença que consome cada vez mais aquele
meu espirito tão alegre.
Se paro percebo que sou triste,
se falo me engano por um momento que estou sã.

Me engano quando penso que tudo isso é fase,
que tudo isso vai se resolver por si só.
Que amanhã ou semana que vem, um dia qualquer,
acordarei recuperada. Aquela de antes, com todos aqueles
sorrisos falsos pra gente trouxa.

E você ainda me some...





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