terça-feira, julho 13, 2010

Segredos vertiginosos

Queria eu aquele dia,
tropeçar em seus passos.
Pudera eu aquela tarde,
tais palavras aflitivas?
Vivia eu um momento, 
corriqueiro sereno,
da mais pontiaguda alegria.
O embriagador verde de seus olhos,
me fitou e sussurrou , 
e senti o gosto daquelas palavras
cheias de vertigem.
E minha vontade era rasga- las 
para  engoli-las em pedaços pequenos e
vagarosos.

Me confesse mais uma vez seus segredos?






Resto do Post

Heresias da ira.

 
Sentiras minha falta quando partir?
Saudades sera a  minha,
dos substantivos do nosso tempo.
Da saliencia insistente em nossos carnavais,
nossos temporais, das infinitas manhas em escarrara.
Falta sera a minha, em que aguentarei sua ausensia sentida
em mais uma tarde de desejos Arcades:
Nao veras mais as ovelinhas, Marilia...
Pois partistes sem mais,  
voou com mais um dos vendavais de sua ira.
Nao, nao chorarei
pois meus prantos estao mais preguiçosos,
provaveis e impalpaveis para a herege 
que me fugiu.



Resto do Post

domingo, julho 11, 2010

morte

Na penunbra, estas minhas maos ja cansadas sofrem!
Sofrem por querer apalpar o efêmero.
O vermelho lânguido, lampiao da noite.
Os passos, devaneios deixados entre o caminho.

Quando meus olhos erguerem e o lobo tempo carniceiro atacar,
nao me esconderei da sua empreitada.
Me entregarei, derramada, perdida, sinistra, e viva para ele.

Dormirei silenciosa no quarto de madeira
mais escuro que seu pelo.
                                                 Maldito será o tempo, lobo, homem sórdido.

Resto do Post

Consequência do medo.

Com a vela próxima ao peito
e as mãos ardentes: Acorde Maria, acorde!
Não se  feche mais uma vez em seus sonhos,
na dielética de seus pensamentos.
Estude as metaforas,
o requinte das experiancias,
e para isso preciso que acorde.
Desperte seus olhos castanhos
agora nesse quarto de dormir.
E me segure a mão para irmos,
irmos atrás dos homens sórdidos.