domingo, julho 11, 2010

morte

Na penunbra, estas minhas maos ja cansadas sofrem!
Sofrem por querer apalpar o efêmero.
O vermelho lânguido, lampiao da noite.
Os passos, devaneios deixados entre o caminho.

Quando meus olhos erguerem e o lobo tempo carniceiro atacar,
nao me esconderei da sua empreitada.
Me entregarei, derramada, perdida, sinistra, e viva para ele.

Dormirei silenciosa no quarto de madeira
mais escuro que seu pelo.
                                                 Maldito será o tempo, lobo, homem sórdido.

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