domingo, dezembro 02, 2012

Dezembro Plano

Deito,
outro sol nasceu.
O corpo doído de dançar.

Noite longa, dentro e sempre.
Dada noite sem querer,
minha, sua, é nossa!

Outra música. E quantos rostos!
Me pergunto se já nasceu seu dia.
Dentro de você um sol já saiu?

Despertei sem reclamar,
para outra rotina enfadonha. Sem surpresas.
Dezembro plano.

Linearidade dos anos,
dos meus dezenove anos enjoativos.
Só assim pra me deixarem viver.
Longas noites impertubáveis, longas noites privadas.

De sonhos meus, viagens minhas.
Madrugada adentro, só eu sei achar.
Nenhum caminho é solitário.

As minhas companhias são muitas,
nossas risadas são longas.
Minha mão é sua.

Seus olhos hoje é o sol.
Sol castanho que me acorda...
mais um dia.


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