terça-feira, maio 18, 2010

Nao quero escrever versos de odio,
mas invente uma historia para esses.
Es vil, oco, ideais frustrados,
o que corresponde sua idubitavel carencia.

Nao es nada, nunca seras, pois mente,
mente mais que a mente humana suporta.
Nao mereces quem te rodeia,
e se ja estive ao seu lado desculpe
a ingenuidade, pois acreditei em trejeitos fracos
que seu corpo nao consegue evitar.

Nao canto versos para ti indolente.
Enxergo alto, olho de verdade para
os sinceros.
Ja me rebaixei ao seu degrau material.

Pois, perdao Deuses,
meus ideais sao mais concretos.
Acabaras como um peso da socidade,
cinza, obliquo e p'o!

Rio de voce agora,
estas incredulo e nao quero mais te ver,
quero que se extingua igual a outros capitais.

Queres retomar a conversa para se certificar
o quanto era desejado?
Entao retome.

E se minhas estrofes lembra
minha idiota paixao e infla
seu ego.
As engula e vomite - as.

E novamente Deuses,me descupe
e por favor apague de minha
memoria esse fardo.

domingo, maio 16, 2010

Brigo com a forma,
pois ela nao serve mais.
Mas me persegue essa forma,
molde, modelo.

Quero quabrar essa regra,
silencioso, taciturno, saudoso.
Rasgar essa pele,
seja voce Humana.

Erroneamente Humana,
perigosamente aberta,
vacilante, fragil, a deriva.

Doente, vaidoso,
maliciosamente contundente.
Seja essa carne quente,
deliberadamente e sempre.
Dentre as pungencias de todas as almas,
revoltam aquelas mais sonoras.
Sabia sonoridade silenciosa,
de hialinas entranhas.

Salvo a soberania augusta,
da essencia humana.
Vinda da mais obscura ignorancia.
Ressaltam as veias, pulsos , ideias.

Do que 'e feito o ser?
O que canta o coro?
Que lingua entende minhas palavras?

Rabisco o que me vem a mente,
apago , sublinho.
Canto a alegria pois a tristeza
nao da mais.

Volto meu pensamento a aurea,
complexos seres, que me rodeiam
me cercam e brincam com meus olhares.

Sao os anjos da mais alta sinfonia,
Zefiros, arcanjos, ou deuses?
Quero sonhar com esses seres,
ver minha sofridao ir como a luz do ocaso.

Embaracar meus sonhos entre suas maozinhas,
e pes travessos que atravessam a mente humana.
Recitar o ultimo verso da ultima estrofe
do poema preferido enquanto suas nao formas
me acalentam.

sexta-feira, maio 07, 2010

Quando te banhas
sigo as gotas espalhando
entre corredores de pele alva.
Rubras faces,
percebes que te olho.

quinta-feira, maio 06, 2010

Amina



I

Com indolÊncia é que me despeço de vocÊ,
pois com fervor acredito
nas volupias banais,
que sua pele pode querer.

Me livro de vocÊ com aquilo
doendo dentro de mim,
pois ignoro o que diz,
linguas santas de cianoreto.

Torno e esbravejar o quanto meu despeito
rega o seu peito,
da mais pura luxúria que te atrai.

É com devoção que te quero,
com vergonha que assumo.
Com fraqueza que me curvo,
com decencia te pondero.

Pois tu é louca,
sibila,
minha amada, querida.

Consagro a ti minha escravidão,
minha doente idolatria.
Musa, mulher minha.


II


No meu mais alto devaneio
me conceberam voce.
Te possuo com cárater
tenho-a para proteger,
ou me proteger?

Tu és minha loucura aurea,
casta, alva, és minha.
Louca, bruxa, o Inferno!
mas sou teu.

No teu veneno me delicio,
extasio sem pudor.
Grito, repudio, te prendo,
fobia de perder tua alma.

Enquanto a minha, já partida e relutante,
presa em tuas maos e olhos
de pura brasa incessante,
me classifica como mais um infeto
ser, homem ou animal.

segunda-feira, maio 03, 2010

Pensamentos combalidos

Seja minha memória, meu mundo.

O medo que realiza todos os mortais.

O querer sobreviver em meio ânsias e obstinações.

Seja minha alma idolatrada.

O papel que suja sob minha pena.

As lágrimas secas no olhar ansiado.

A mão a erguer,pedir socorro.

Uma voz bradando por companhia.

Pés descalços que cruza os pensamentos.

A última jogada,esperança recobrada.

Meu coração reformando após a partida.

A prece em desespero,

o olhar ao céu ofuscado.

Meu amparo,meu perdão mau colocado.

Um exercito,um morticínio.

A paz em meio as cinzas dos sentimentos ilíquidos.

sábado, maio 01, 2010

O frio queima minha'lma,
cadê teus braços para me aquecer?
Minha mão gelada escorrega pelo papel em linhas únicas.
A música que ouço não acalma meus sentidos,
Onde se escondeu agora?
Enquanto as nuvens correm pelo céu
e a lua derrama seu véu prateado,
eu sinto pela última vez o que eu nunca mais voltarei a sentir.
Minhas roupas não engana a falta que você me faz.
A mão treme enquanto os rabiscos tomam forma.
Cadê você agora?

Desvario

Talvez seja mais um dos meus desvarios
em mais um dos meus medíocres estados.
Quem sabe quando o vento soprar as cortinas de novo,
e seus cabelos balançarem com ele,
o sentido aguce e você tome as rédeas do nosso caminho.
Quando talvez a lua cheia voltar,
e o clarão da noite ultrapassar as venezianas
o frio lhe percorra o corpo que na cama que ainda se contorce.
Algo a soprar em meus ouvidos me diz que estamos próximos,
as sequóias me trazem a certeza disso.
A dança do fogo aceso me conforta o olhar
quando não tem o teu para faze-lo.
O calor da sua mão a me premer
contra teu corpo é pertubador quando não está por perto.
No infinito é que busco me confortar,
é no nada que procuro os rastros que você tenha esquecido de apagar.